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Modelos de CV para Portugal
Prontos para ATS, aprovados por recrutadores, mesmo grátis.

Três modelos de CV feitos para o mercado português, com as regras de estrutura, a ordem das secções e os exemplos que usamos em sessões reais de coaching. Sem email, sem marca de água, sem registo.

Ilustração de três modelos de CV compatíveis com ATS para o mercado português

Descarregar os modelos de CV

Todos os modelos têm uma única coluna, tipo de letra comum e texto real. Edite no Word, no Google Docs ou no Pages e exporte para PDF antes de se candidatar.

Modelo de CV Profissional (uso geral)

Operações, marketing, recursos humanos, comercial, apoio ao cliente, gestão de projetos

A estrutura mais segura para o mercado português: título claro, resumo, bloco de competências e experiência orientada a resultados. Serve para quase todas as funções não técnicas.

Modelo de CV para Tecnologia

Programação, dados, DevOps, IT support, produto

Bloco de competências pensado para leitura automática (ATS) e experiência que começa pela dimensão e pelo impacto, em vez de uma lista interminável de ferramentas.

Modelo de CV para Finanças e Contabilidade

Contabilidade, controlo de gestão, auditoria, banca, seguros

Qualificação primeiro (OCC, ACCA, CIMA), depois sistemas, entidades e números. Construído para a forma como os recrutadores financeiros em Lisboa e no Porto leem um CV.

Vai candidatar-se na Irlanda ou no Reino Unido? Nesse caso o CV deve ir em inglês e com as regras locais. Temos modelos próprios para esse mercado.

Modelos Irlanda e Reino Unido

CV em Portugal vs Irlanda vs Reino Unido

Se está a candidatar-se aos dois mercados, não envie o mesmo documento. As diferenças são pequenas mas custam entrevistas.

ElementoPortugalIrlandaReino Unido
IdiomaPortuguês (ou inglês se a vaga for em inglês)InglêsInglês
Extensão1 a 2 páginas A42 páginas A42 páginas A4
FotografiaNão recomendadoNãoNão
EuropassSó se for pedidoNuncaNunca
Data de nascimento e estado civilNãoNãoNão
NIF, CC ou PPSNãoNãoNão
Situação legalSim, se não for da UESim, se não for da UE ou irlandêsSim, se não tiver right to work
Nível de idiomasSim, com nível real (B2, C1)Só se relevanteSó se relevante
ReferênciasMediante pedidoMediante pedidoMediante pedido

A estrutura de um CV português

Siga esta ordem em qualquer um dos modelos. Os recrutadores leem de cima para baixo em cerca de sete segundos, por isso a ordem conta mais do que o design.

1. Cabeçalho e contactos

Nome completo, título profissional, cidade e país, telefone com indicativo +351, email profissional e link do LinkedIn. Acrescente uma linha sobre a situação legal se não for cidadão da UE. Não inclua morada completa, data de nascimento, estado civil, NIF nem número do cartão de cidadão.

2. Resumo profissional (3 a 4 linhas)

Quem é, quantos anos de experiência relevante tem, dois resultados concretos e a função que procura. É a única parte que quase todos os recrutadores leem por inteiro, por isso deve parecer uma proposta de valor e não uma descrição de personalidade.

3. Bloco de competências

Seis a oito linhas agrupadas com ferramentas, métodos e áreas de domínio. É aqui que acontece a correspondência de palavras-chave. Use os mesmos termos do anúncio quando forem realmente seus e esqueça as barras de percentagem, não dizem nada a um recrutador.

4. Experiência profissional

Ordem cronológica inversa. Em cada função: título, empresa, cidade, datas, uma linha de contexto em itálico (dimensão da equipa, faturação, mercado) e três a cinco tópicos. Cada tópico deve seguir ação, método, resultado. Números valem sempre mais do que adjetivos.

5. Formação académica

Grau, instituição e ano. Em Portugal a média final só vale a pena se for forte ou se estiver a candidatar-se a programas de trainee. Certificações profissionais (OCC, PMP, AWS, Google, IEFP) entram aqui ou no cabeçalho, se forem centrais para a função.

6. Informações adicionais

Situação legal, idiomas com nível real (A2, B2, C1), voluntariado, projetos e formação complementar. Mantenha curto. Em Portugal o nível de inglês é frequentemente decisivo, por isso seja específico em vez de escrever apenas 'bom'.

Como manter o CV compatível com ATS

Faça assim

  • Uma única coluna e títulos de secção normais
  • Tipos de letra comuns: Arial, Calibri, Helvetica, Georgia
  • Exportar PDF com texto real, nunca digitalizado
  • Usar o mesmo título de função que aparece no anúncio
  • Escrever datas no formato Mmm AAAA, por exemplo Mar 2021
  • Guardar o ficheiro como Nome-Apelido-CV.pdf

Evite isto

  • Modelos a duas colunas e barras laterais que os sistemas ATS leem fora de ordem
  • Fotografia, data de nascimento, estado civil, NIF ou número do cartão de cidadão
  • Europass enviado a empresas privadas que não o pediram
  • Funções descritas como lista de tarefas em vez de resultados
  • Resumo genérico que serviria a qualquer pessoa do setor
  • Enviar o mesmo CV a todos os anúncios sem adaptar o título e o resumo
  • Nível de inglês vago, do tipo 'bom' ou 'fluente', sem indicar o nível real
  • Guardar em .pages ou num PDF de imagem que nenhum ATS consegue ler

Modelos de CV para Portugal: perguntas frequentes

Qual é o formato certo de um CV em Portugal?

Um CV português tem normalmente uma a duas páginas A4, por ordem cronológica inversa, com nome e contactos no topo, um resumo profissional curto, um bloco de competências, a experiência com resultados mensuráveis e depois a formação académica. Não precisa de modelo Europass, nem de fotografia, nem de número de contribuinte ou de cartão de cidadão.

Devo usar o modelo Europass?

Só se a entidade pedir expressamente, o que acontece sobretudo em candidaturas públicas e em alguns programas europeus. Para empresas privadas em Portugal o Europass é longo, difícil de ler e ocupa espaço com campos que ninguém avalia. Um CV limpo de duas páginas passa melhor em processos com leitura automática.

Devo colocar fotografia no CV?

Não é obrigatório e cada vez mais empresas em Portugal preferem CV sem fotografia, por questões de imparcialidade. A fotografia também aumenta o peso do ficheiro e pode prejudicar a leitura automática. Guarde a fotografia para o LinkedIn.

Devo indicar o NIF, o número do cartão de cidadão ou a data de nascimento?

Não. São dados pessoais desnecessários numa candidatura e nenhum recrutador precisa deles nesta fase. Indique apenas cidade, telefone com indicativo +351, email profissional e o link do LinkedIn.

E se não sou cidadão da União Europeia?

Acrescente uma linha curta a indicar a sua situação: autorização de residência, visto de procura de trabalho, estatuto CPLP ou processo em curso. Isso evita que o recrutador descarte a candidatura por dúvida e poupa uma ronda de emails.

Estes modelos passam nos sistemas ATS?

Sim. Usam uma única coluna, títulos de secção normais, texto real em vez de imagens ou caixas de texto e tipos de letra comuns. É isso que sistemas como Workday, SmartRecruiters, Teamtailor ou Greenhouse conseguem ler bem. Modelos a duas colunas com ícones e barras laterais são a causa mais comum de um CV mal interpretado.

Devo enviar o CV em português ou em inglês?

Depende do anúncio. Se a vaga estiver escrita em português e a empresa for nacional, envie em português. Se a vaga estiver em inglês, se a empresa for multinacional ou se o processo for internacional, envie em inglês. Muitos candidatos mantêm as duas versões atualizadas.

Estes modelos são mesmo gratuitos?

São. Descarrega as versões Word e PDF diretamente, sem email e sem registo. Se quiser feedback sobre o CV final, use a nossa análise gratuita de CV ou marque uma consulta gratuita.

Modelo descarregado. Agora torne-o seu.

O modelo resolve a estrutura. As palavras é que trazem entrevistas. Passe o CV final pela nossa análise gratuita ou fale vinte minutos com um coach humano.

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