Três modelos de CV feitos para o mercado português, com as regras de estrutura, a ordem das secções e os exemplos que usamos em sessões reais de coaching. Sem email, sem marca de água, sem registo.

Todos os modelos têm uma única coluna, tipo de letra comum e texto real. Edite no Word, no Google Docs ou no Pages e exporte para PDF antes de se candidatar.
Operações, marketing, recursos humanos, comercial, apoio ao cliente, gestão de projetos
A estrutura mais segura para o mercado português: título claro, resumo, bloco de competências e experiência orientada a resultados. Serve para quase todas as funções não técnicas.
Programação, dados, DevOps, IT support, produto
Bloco de competências pensado para leitura automática (ATS) e experiência que começa pela dimensão e pelo impacto, em vez de uma lista interminável de ferramentas.
Vai candidatar-se na Irlanda ou no Reino Unido? Nesse caso o CV deve ir em inglês e com as regras locais. Temos modelos próprios para esse mercado.
Se está a candidatar-se aos dois mercados, não envie o mesmo documento. As diferenças são pequenas mas custam entrevistas.
| Elemento | Portugal | Irlanda | Reino Unido |
|---|---|---|---|
| Idioma | Português (ou inglês se a vaga for em inglês) | Inglês | Inglês |
| Extensão | 1 a 2 páginas A4 | 2 páginas A4 | 2 páginas A4 |
| Fotografia | Não recomendado | Não | Não |
| Europass | Só se for pedido | Nunca | Nunca |
| Data de nascimento e estado civil | Não | Não | Não |
| NIF, CC ou PPS | Não | Não | Não |
| Situação legal | Sim, se não for da UE | Sim, se não for da UE ou irlandês | Sim, se não tiver right to work |
| Nível de idiomas | Sim, com nível real (B2, C1) | Só se relevante | Só se relevante |
| Referências | Mediante pedido | Mediante pedido | Mediante pedido |
Siga esta ordem em qualquer um dos modelos. Os recrutadores leem de cima para baixo em cerca de sete segundos, por isso a ordem conta mais do que o design.
Nome completo, título profissional, cidade e país, telefone com indicativo +351, email profissional e link do LinkedIn. Acrescente uma linha sobre a situação legal se não for cidadão da UE. Não inclua morada completa, data de nascimento, estado civil, NIF nem número do cartão de cidadão.
Quem é, quantos anos de experiência relevante tem, dois resultados concretos e a função que procura. É a única parte que quase todos os recrutadores leem por inteiro, por isso deve parecer uma proposta de valor e não uma descrição de personalidade.
Seis a oito linhas agrupadas com ferramentas, métodos e áreas de domínio. É aqui que acontece a correspondência de palavras-chave. Use os mesmos termos do anúncio quando forem realmente seus e esqueça as barras de percentagem, não dizem nada a um recrutador.
Ordem cronológica inversa. Em cada função: título, empresa, cidade, datas, uma linha de contexto em itálico (dimensão da equipa, faturação, mercado) e três a cinco tópicos. Cada tópico deve seguir ação, método, resultado. Números valem sempre mais do que adjetivos.
Grau, instituição e ano. Em Portugal a média final só vale a pena se for forte ou se estiver a candidatar-se a programas de trainee. Certificações profissionais (OCC, PMP, AWS, Google, IEFP) entram aqui ou no cabeçalho, se forem centrais para a função.
Situação legal, idiomas com nível real (A2, B2, C1), voluntariado, projetos e formação complementar. Mantenha curto. Em Portugal o nível de inglês é frequentemente decisivo, por isso seja específico em vez de escrever apenas 'bom'.
Um CV português tem normalmente uma a duas páginas A4, por ordem cronológica inversa, com nome e contactos no topo, um resumo profissional curto, um bloco de competências, a experiência com resultados mensuráveis e depois a formação académica. Não precisa de modelo Europass, nem de fotografia, nem de número de contribuinte ou de cartão de cidadão.
Só se a entidade pedir expressamente, o que acontece sobretudo em candidaturas públicas e em alguns programas europeus. Para empresas privadas em Portugal o Europass é longo, difícil de ler e ocupa espaço com campos que ninguém avalia. Um CV limpo de duas páginas passa melhor em processos com leitura automática.
Não é obrigatório e cada vez mais empresas em Portugal preferem CV sem fotografia, por questões de imparcialidade. A fotografia também aumenta o peso do ficheiro e pode prejudicar a leitura automática. Guarde a fotografia para o LinkedIn.
Não. São dados pessoais desnecessários numa candidatura e nenhum recrutador precisa deles nesta fase. Indique apenas cidade, telefone com indicativo +351, email profissional e o link do LinkedIn.
Acrescente uma linha curta a indicar a sua situação: autorização de residência, visto de procura de trabalho, estatuto CPLP ou processo em curso. Isso evita que o recrutador descarte a candidatura por dúvida e poupa uma ronda de emails.
Sim. Usam uma única coluna, títulos de secção normais, texto real em vez de imagens ou caixas de texto e tipos de letra comuns. É isso que sistemas como Workday, SmartRecruiters, Teamtailor ou Greenhouse conseguem ler bem. Modelos a duas colunas com ícones e barras laterais são a causa mais comum de um CV mal interpretado.
Depende do anúncio. Se a vaga estiver escrita em português e a empresa for nacional, envie em português. Se a vaga estiver em inglês, se a empresa for multinacional ou se o processo for internacional, envie em inglês. Muitos candidatos mantêm as duas versões atualizadas.
São. Descarrega as versões Word e PDF diretamente, sem email e sem registo. Se quiser feedback sobre o CV final, use a nossa análise gratuita de CV ou marque uma consulta gratuita.
O modelo resolve a estrutura. As palavras é que trazem entrevistas. Passe o CV final pela nossa análise gratuita ou fale vinte minutos com um coach humano.
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